Quem somos

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Nos últimos anos, escrever livros e outros textos sobre a profissão de jornalista conectou-me com estudantes de todo o Brasil, seja virtualmente, seja em viagens para encontros em universidades. Conheci gente talentosa, gente apaixonada por contar histórias, mas também gente angustiada. Medo de não conseguir concluir o curso ou de não ter uma vaga no mercado de trabalho.

 

O desafio é ainda maior se o estudante tem situação financeira vulnerável, se é negro, se não fala outros idiomas, se não estudou nas chamadas faculdades tradicionais.

 

Nas conversas que tinha com estes jovens, refletíamos sobre caminhos outros, sobre empreender, sobre criar projetos independentes de comunicação. Minha contribuição, contudo, ficava restrita ao debate de ideias. Até que entendi que minha responsabilidade com estes jovens é muito maior. Por que não começar um projeto de inclusão?

 

Se Comunicação é ponte, a travessia destes jovens merecia outra margem. Surgiu então a ideia de conectar potência e vontade dos jovens a organizações sociais com lindas causas, mas que não podem pagar por serviços ou projetos de comunicação. Mais gente unida por um bem maior.

Além desta jornada social, a iniciativa tem um coletivo de jovens comunicadores já formados para a prestação de serviços remunerados a organizações que podem pagar, sem visar a lucro e como forma de financiar o projeto com os estudantes.

 

Este é o primeiro capítulo de uma história que será longa. Luciana Alvarez, companheira de tantas jornadas e de um espírito igualmente transformador, foi pessoa fundamental para fazer do sonho uma realidade, com a fundação do Instituto Repartir. Seguimos juntos também nesta missão.

 

Repartir é um verbo forte. Traz a ideia de dividir oportunidades e de recomeço de uma caminhada. O nome vem da canção É tudo pra ontem, de Emicida. Viver é partir, voltar, e repartir, canta ele.

 

E assim vamos vivendo e repartindo.

Emerson Couto